exposições 

André Cerino:
Cores do Cerrado

20/10/2014 - 20/12/2014

Artista plástico André Cerino lança mostra itinerante "A arte de ver além das coisas"

A ideia é levar a escolas públicas e particulares do DF objetos de arte criados a partir de utensílios do cotidiano.

 

O artista plástico André Cerino lança um olhar diferente sobre as pedras, ferramentas e objetos comuns do cotidiano. Das formas originais, nascem imagens inusitadas, que encantam crianças e adultos. 

Com uma pá de pedreiro velha, por exemplo, o artista pernambucano cria um elefante. De uma pedra de rio, aparecem um gorila, uma joaninha, um capacete do Ayrton Senna, um tubarão, um Fusca... Uma coruja dá o ar da graça quando Cerino une um ralador de queijo, dobradiças, peneiras e rastelos. 

Algumas das obras da mostra "A arte de ver além das coisas" estão expostas na Galeria André Cerino, situada na Av. Araucárias, Rua 36 Sul, Lote 16, Loja 4 - Águas Claras-DF. Outras poderão ser vistas no espaço Ateliê do Artista, no evento de decoração Morar Mais Brasília 2014, de 6 de novembro a 14 de dezembro, na Casa do Candango, na SGAS Qd. 603, Asa Sul.

"Quando se perde a capacidade de imaginar e inventar, perde-se o gosto pelo lúdico" -- declara Cerino. "Um garfo só pode ser um garfo? Uma cadeira só pode ser uma cadeira? É claro que não. Estamos condicionados a ver apenas aquele objeto e aceitá-lo como tal, mas acredito que seja possível fugir do óbvio e recriar a invenção".

Escolas do Distrito Federal interessadas em receber a exposição itinerante de André Cerino ou em visitar o ateliê do artista devem entrar em contato pelo telefone

(61) 99676-8009 ou pelo email andrecerino@gmail.com

Mais informações sobre o artista: site www.andrecerino.com.br,

www.facebook.com/galeriaandrecerino

André Cerino:
A arte de ver além
das coisas

20/11/2014 - 20/12/2014

Cerrado preservado em arte 

Artista plástico André Cerino adota cerrado como tema dos novos trabalhos em exposição.
As últimas telas em acrílico do artista brasileiro André Cerino vêm exatamente para despertar nas pessoas a importância da preservação da mais rica savana do mundo. A coleção de quadros Cores do Cerrado, exposta na Galeria André Cerino, é inspirada na beleza exuberante do segundo maior bioma brasileiro. 


Para pintar essa coleção -- que já soma mais de 100 telas --, Cerino raramente usa pincéis. Ele explica que o contato direto das mãos com a tinta e a tela o aproxima da natureza que deseja representar. "Quando aprendi as técnicas da escultura, passei a sentir, mexer e moldar melhor a terra", declara. "Nos quadros, também pretendo tocar a tinta, bem como o solo, as folhas e as flores do cerrado". Além das mãos, Cerino também utiliza materiais não convencionais na pintura, como lâminas -- o que, em sua opinião, tem trazido resultados mais espontâneos e cheios de movimento, retratando justamente a dinamicidade da natureza. 


Cerino afirma que adoraria ver sua obra aproximar mais as pessoas da natureza e da felicidade que só a natureza traz. "Todos os quadros da coleção foram pintados como se eu estivesse plantando, semeando algo de bom", explica. "Espero que a semente da minha arte não fique restrita aos museus, mas que transcenda o tempo e o espaço e se torne uma mensagem viva de harmonia". O artista plástico não se preocupa em retratar fielmente a 
flora do Centro-Oeste brasileiro; no entanto, os galhos  secos e retorcidos, os coloridos ipês, bromélias e  palipalans sugerem de forma verossímil o ambiente do  cerrado. A cada quadro, acontece uma surpresa na  explosão de uma ou mais cores. "No meu cerrado imaginário, mesmo em meio ao deserto, é possível florescer", filosofa com otimismo o pernambucano André Cerino, admirador declarado da vegetação de Brasília, onde mora há 30 anos.

Os trabalhos do artista também podem ser vistos em sua galeria virtual, 
www.andrecerino.com.br, além de vídeos com o processo de criação das obras.

 

Para mais informações, ligue: 
(61) 3567-6733 ou (61) 3344-0330 
Brasília-DF / Brasil

Destaques 

Galeria André Cerino, presente em evento de decoração  - Morar Mais Brasília/DF

Fotos: Haruo Mikami

Artista plástico

André Cerino inaugura exposição sobre

a flora do Cerrado

André Cerino dispensa pincéis. Prefere as mãos, as pontas dos dedos e, eventualmente, uma lâmina de estilete. Funcionam melhor para a proposta quando o tema é o Cerrado. Como se trata de pintar a natureza, o artista acredita que as mãos sejam instrumentos mais legítimos, capazes da mesma espontaneidade presente no mundo vegetal. Assim, Cerino confeccionou todas as 50 telas de Cores do Cerrado, exposição em cartaz no Templo da Boa Vontade. 

Além das telas já finalizadas, o artista vai pintar 10 trabalhos ao vivo para que o público possa acompanhar o processo criativo. Cerino leva, em média, 10 minutos para confeccionar um quadro. Durante o período em que a exposição estiver em cartaz, vai fazer isso uma vez por dia. “As pessoas têm muita curiosidade. Em 2012, quero fazer uma exposição só de telas em branco para pintar ao longo da mostra. É o DNA da arte”, explica. 

Cores do Cerrado é uma homenagem. “Meu projeto é replantar, reconstruir o Cerrado por meio da arte. E, por isso, em vez de usar pincéis, trabalho com as mãos”, avisa. “Também recorro à lâmina. As telas são uma maneira de devolver à natureza o que tiramos dela.” O artista acredita que as pinturas podem ajudar a divulgar e ensinar as peculiaridades de um dos maiores biomas do Brasil.

Cerino recorre às metáforas para associar arte e natureza. As duas seriam cúmplices, segundo o artista, e teriam em comum a liberdade na maneira como existem. As pinturas não chegam a ser realistas nem carregam a intenção de representar fielmente a paisagem. O gestual da mão enquanto pinta é largo, amplo e nada direcionado. Até chegar à metade do quadro, Cerino não sabe exatamente qual será o resultado. Por isso, ele filma o processo e disponibiliza os vídeos no YouTube. É também uma tentativa de desmitificar a criação.

O Cerrado de Cerino é bastante colorido e especialmente verde, cor predominante nas pinturas. A cartela de cores vem da própria natureza. O artista costuma realizar longos passeios a pé ou de bicicleta em busca de sementes. Coleta o que encontra para depois estudar as tonalidades e tentar reproduzi-las nas pinturas. Vermelho e ocre é combinação constante, assim como o azul, geralmente usado para induzir a ideia de horizonte e céu.

 

Correio Braziliense 12/09/2011 

Nahima Maciel